Se você está passando por uma separação e precisa garantir o sustento dos seus filhos, é natural que a primeira dúvida seja: quanto tempo vai demorar até que a pensão alimentícia seja definida? A resposta depende de vários fatores, mas a boa notícia é que a lei brasileira oferece mecanismos para proteger a criança desde os primeiros dias do processo.
Neste artigo, o escritório Nascimento e Arantes Advocacia, especialista em direito de família em Goiânia, responde às principais dúvidas sobre a ação de alimentos: prazos, custos, direitos e consequências para quem não paga.
Quanto Tempo Demora uma Ação de Alimentos em Goiânia?

Essa é, sem dúvida, a pergunta mais frequente que recebemos. O tempo total de uma ação de alimentos em Goiânia pode variar bastante, mas é possível ter uma estimativa realista.
De maneira geral, o processo pode durar:
- De 6 a 18 meses em casos sem grande conflito entre as partes;
- De 2 a 3 anos ou mais quando há recursos, contestações ou dificuldades para localizar o devedor;
- Poucas semanas para a concessão dos alimentos provisórios, que protegem a criança enquanto o processo corre.
Os principais fatores que influenciam a duração são: a contestação pelo réu, a necessidade de produção de provas (como investigação de renda), o volume de processos nas varas de família de Goiânia e a atuação do advogado na condução estratégica do caso.
Por isso, contar com um advogado experiente desde o início pode reduzir significativamente o tempo até a resolução definitiva.
Como Funciona a Ação de Alimentos em Goiânia?
A ação de alimentos segue um rito especial previsto na Lei nº 5.478/1968 (Lei de Alimentos) e no Código de Processo Civil. O processo é, em geral, mais célere do que outros tipos de ação de família.
Veja as etapas principais:
- 1. Petição inicial: o advogado protocola o pedido na Vara de Família competente em Goiânia, indicando o valor dos alimentos e as necessidades do alimentando;
- 2. Alimentos provisórios: o juiz pode fixar uma pensão liminar, ainda na fase inicial, sem ouvir o réu;
- 3. Citação do réu: o pai (ou a parte obrigada) é notificado e tem prazo para contestar;
- 4. Audiência de conciliação: as partes tentam um acordo; se houver consenso, o processo encerra rapidamente;
- 5. Instrução e sentença: se não houver acordo, o juiz analisa provas e profere sentença fixando o valor definitivo;
- 6. Recursos: a parte insatisfeita pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).
É fundamental que toda a documentação — comprovantes de despesas, renda do alimentante e necessidades do menor — esteja bem organizada desde o primeiro momento. Isso acelera o processo e fortalece o seu pedido.
Tem dúvidas sobre como iniciar sua ação de alimentos? Entre em contato com a Nascimento e Arantes Advocacia agora mesmo pelo WhatsApp (62) 99273-7423 e receba orientação especializada.
Quanto Custa uma Ação de Alimentos em Goiânia?
O custo de uma ação de alimentos em Goiânia envolve basicamente dois componentes: as custas processuais e os honorários advocatícios.
Sobre as custas processuais:
- Quem não tem condições financeiras pode solicitar a gratuidade da justiça (assistência judiciária gratuita), ficando isento do pagamento das taxas;
- Para quem não preenche o requisito da gratuidade, as custas no TJGO costumam variar conforme o valor da causa.
Sobre os honorários do advogado, os valores variam de escritório para escritório e dependem da complexidade do caso. É comum que escritórios de família trabalhem com:
- Honorários fixos por fase processual;
- Valores proporcionais ao resultado obtido;
- Parcelamento dos honorários para facilitar o acesso ao serviço.
Uma coisa é certa: tentar economizar abrindo mão de um bom advogado pode custar muito mais caro a longo prazo, tanto em tempo quanto no valor final da pensão fixada. Um profissional capacitado sabe como apresentar as provas certas para garantir um valor justo para seus filhos.
Quando o Pai é Obrigado a Pagar Pensão Alimentícia?
A obrigação alimentar dos pais em relação aos filhos está prevista no artigo 1.694 do Código Civil e não depende de estado civil, relacionamento ou convivência. O pai — ou a mãe, conforme o caso — é obrigado a contribuir sempre que o filho necessitar e o alimentante tiver condições de pagar.
A pensão é devida nas seguintes situações:
- Filhos menores de 18 anos, independentemente de qualquer condição;
- Filhos maiores de 18 anos que ainda estejam estudando (até os 24 anos, em regra);
- Filhos com deficiência ou necessidades especiais, sem limite de idade;
- Ex-cônjuge ou ex-companheiro que comprove necessidade e impossibilidade de sustento próprio.
O valor da pensão é calculado com base no binômio necessidade do alimentando × possibilidade do alimentante. Isso significa que não existe um percentual fixo obrigatório por lei: tudo é analisado caso a caso pelo juiz.
Em geral, a jurisprudência goiana costuma fixar entre 20% e 30% do salário líquido do alimentante para um filho, mas esse número pode variar conforme as despesas comprovadas e a renda das partes.
Qual o Prazo para Receber a Primeira Pensão Após Entrar na Justiça?
Essa é uma das perguntas que mais gera alívio quando respondida corretamente: você não precisa esperar o fim do processo para receber a pensão.
Assim que a ação é protocolada, o juiz pode — e geralmente o faz — fixar alimentos provisórios em caráter liminar. Isso significa que:
- O réu é obrigado a pagar a pensão antes mesmo de ser ouvido no processo;
- O prazo para o juiz analisar o pedido de alimentos provisórios costuma ser de poucos dias a algumas semanas após o protocolo;
- Caso o réu descumpra, já estão disponíveis medidas de coerção, como o desconto direto em folha e até a prisão civil.
Por isso, quanto mais rápido você agir, mais cedo seus filhos estarão protegidos. Não deixe para amanhã a proteção que pode começar hoje.
Quer saber em quanto tempo você pode receber os primeiros alimentos provisórios? Fale agora com um advogado da Nascimento e Arantes pelo WhatsApp (62) 99273-7423. O atendimento é sigiloso e sem compromisso.
Vale a Pena Entrar com Ação de Alimentos Sem Advogado em Goiânia?
Tecnicamente, a Lei de Alimentos permite que a parte entre com o pedido diretamente no cartório da Vara de Família, sem advogado. No entanto, na prática, isso raramente é vantajoso.
Veja os riscos de agir sem assistência jurídica:
- Pedido mal formulado: um valor de pensão subestimado pode ser difícil de revisar depois;
- Provas insuficientes: sem saber quais documentos apresentar, o juiz pode fixar um valor abaixo do devido;
- Dificuldade em lidar com a contestação: se o réu tiver advogado, a disparidade técnica pode prejudicar sua causa;
- Demora maior: erros processuais causam atrasos e podem até levar à extinção do processo sem julgamento do mérito.
A Defensoria Pública do Estado de Goiás oferece assistência gratuita para quem não tem renda suficiente para contratar um advogado particular. Mas se você puder investir em um profissional de confiança, as chances de um resultado mais justo e rápido são significativamente maiores.
O Que Acontece se o Pai Não Pagar a Pensão Alimentícia em Goiânia?
O inadimplemento na pensão alimentícia é tratado com extrema seriedade pelo sistema jurídico brasileiro. As consequências para quem não paga podem ser severas:
- Desconto em folha de pagamento: o juiz pode determinar que o valor seja descontado diretamente do salário do devedor;
- Bloqueio de conta bancária: via sistema SISBAJUD, é possível penhorar valores nas contas do devedor;
- Negativação no CPF: o nome do devedor pode ser incluído em cadastros de inadimplentes;
- Suspensão da CNH e do passaporte: medidas coercitivas previstas no CPC;
- Prisão civil: o devedor pode ser preso por até 3 meses (em regime fechado), renováveis enquanto durar a dívida — essa é a sanção mais grave e extremamente eficaz para forçar o pagamento.
Vale lembrar que a dívida de alimentos não prescreve enquanto o menor for dependente e pode ser cobrada retroativamente por até 2 anos antes do ajuizamento da execução.
Se o pai dos seus filhos está em atraso com a pensão, não espere: o escritório Nascimento e Arantes está pronto para agir de forma rápida e eficaz para garantir o que é de direito dos seus filhos.
Conclusão
A ação de alimentos em Goiânia pode durar de poucos meses a alguns anos, mas o mais importante é saber que seus filhos podem ser protegidos desde os primeiros dias do processo, com a concessão dos alimentos provisórios.
Cada caso tem suas particularidades, e contar com um advogado especializado em direito de família faz toda a diferença — tanto na velocidade do processo quanto no valor final fixado pelo juiz.
O escritório Nascimento e Arantes Advocacia atua há anos em Goiânia nas áreas de pensão alimentícia, divórcio, guarda de filhos e inventário. Nossa equipe está pronta para ouvir sua situação com empatia e oferecer a melhor estratégia jurídica para o seu caso.
Não deixe o futuro dos seus filhos para depois. Entre em contato agora pelo WhatsApp (62) 99273-7423 e agende uma consulta com nossos especialistas em direito de família em Goiânia. O primeiro passo é uma conversa.
Perguntas Frequentes sobre Ação de Alimentos em Goiânia
Quanto tempo demora para o juiz fixar os alimentos provisórios?
Em geral, o juiz analisa o pedido de alimentos provisórios em poucos dias a semanas após o protocolo da ação. Trata-se de uma decisão liminar, ou seja, tomada de urgência para proteger o alimentando enquanto o processo tramita.
É possível aumentar o valor da pensão alimentícia depois que ela foi fixada?
Sim. É possível ingressar com uma ação revisional de alimentos sempre que houver mudança significativa na situação financeira de uma das partes — seja o aumento da renda do alimentante ou o aumento das necessidades do alimentando.
A pensão alimentícia pode ser paga de forma diferente do desconto em folha?
Sim. A pensão pode ser paga por depósito bancário, transferência, ou desconto direto no salário. A forma mais segura — e frequentemente determinada pelo juiz — é o desconto em folha, pois garante o pagamento automático e evita atrasos.
Filhos maiores de 18 anos têm direito à pensão alimentícia em Goiânia?
Sim, desde que comprovem necessidade — como estar cursando ensino superior ou técnico. Em geral, os tribunais reconhecem esse direito até os 24 anos, mas o juiz analisa cada situação individualmente.
