A separação de um casal traz consigo muitas dúvidas e preocupações — e quando há filhos envolvidos, a pensão alimentícia se torna um dos temas mais urgentes e sensíveis. Afinal, garantir o bem-estar das crianças e adolescentes é uma responsabilidade que não termina com o fim do relacionamento dos pais.
Se você mora em Goiânia e está passando por esse momento, este artigo foi feito para você. Vamos explicar, de forma clara e humana, tudo o que você precisa saber sobre pensão alimentícia para filhos.
Como Funciona a Pensão Alimentícia para Filhos em Goiânia?

A pensão alimentícia é um direito garantido pela Constituição Federal e pelo Código Civil Brasileiro. Ela representa a obrigação do genitor que não detém a guarda principal de contribuir financeiramente para o sustento dos filhos.
Em Goiânia, o processo segue as mesmas regras da legislação federal, mas é importante entender como ele funciona na prática:
- Acordo extrajudicial: Os pais podem definir o valor da pensão em cartório ou por meio de advogados, sem precisar ir ao tribunal. Essa é a forma mais rápida e menos desgastante.
- Ação judicial: Quando não há acordo, a parte interessada entra com uma ação de alimentos na Vara de Família competente em Goiânia. O juiz analisa as necessidades do filho e a capacidade financeira do responsável.
- Alimentos provisórios: Logo no início do processo, o juiz pode fixar um valor temporário de pensão, garantindo que a criança não fique desamparada durante a tramitação do processo.
A pensão pode ser paga de forma direta (depósito bancário) ou descontada em folha de pagamento do alimentante, dependendo do caso.
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Quanto É a Pensão Alimentícia para um Filho em Goiânia?
Não existe um valor fixo definido em lei para a pensão alimentícia. O montante é sempre analisado caso a caso, levando em conta dois pilares fundamentais: as necessidades do filho e a capacidade financeira do genitor que vai pagar.
Na prática, os juízes em Goiânia costumam considerar os seguintes fatores:
- Renda mensal do genitor (salário, pró-labore, aluguéis, etc.)
- Despesas essenciais do filho (escola, saúde, alimentação, vestuário)
- Padrão de vida que a criança tinha antes da separação
- Número de filhos que dependem do mesmo genitor
- Se o genitor que pede a pensão também trabalha e contribui com os custos
Como referência prática, muitos acordos e decisões judiciais no Brasil situam-se entre 20% e 30% do salário líquido do alimentante para um filho, podendo ser mais ou menos dependendo das circunstâncias específicas.
É importante lembrar que esse valor pode ser revisado a qualquer momento, caso haja mudança significativa na situação financeira de qualquer uma das partes.
Como Calcular o Valor da Pensão Alimentícia para Filhos?

Embora não exista uma fórmula matemática oficial, há um método bastante utilizado pelos advogados e magistrados para orientar o cálculo da pensão alimentícia.
O passo a passo básico é:
- 1. Levante as despesas mensais do filho: Mensalidade escolar, plano de saúde, alimentação, vestuário, lazer, materiais escolares e outras necessidades regulares.
- 2. Verifique quanto cada genitor pode contribuir: Se os dois trabalham, os custos podem ser divididos proporcionalmente à renda de cada um.
- 3. Calcule a renda líquida do alimentante: Descontos de INSS, IR e outras obrigações fixas são considerados para chegar ao valor real disponível.
- 4. Aplique o percentual: Com base nos dados anteriores, define-se um percentual ou valor fixo que equilibre as necessidades do filho com a possibilidade real de pagamento.
Vale destacar que acordos feitos sem orientação jurídica podem ser prejudiciais para ambas as partes — tanto para quem paga quanto para quem recebe. Um advogado especialista garante que o valor seja justo e juridicamente seguro.
O Pai Que Não Paga Pensão Alimentícia Pode Ser Preso em Goiânia?
Sim. O não pagamento da pensão alimentícia é uma das poucas situações no direito civil brasileiro que autoriza a prisão civil do devedor.
Veja como funciona esse processo:
- A inadimplência deve ser de pelo menos 3 parcelas (vencidas e não pagas) para que a prisão seja solicitada.
- A prisão é cumprida em regime fechado, por um período de 1 a 3 meses, podendo ser renovada se a dívida não for quitada.
- O devedor pode evitar a prisão pagando as parcelas em atraso a qualquer momento antes do cumprimento do mandado.
- Além da prisão, o genitor inadimplente pode ter o nome negativado e o passaporte suspenso, de acordo com a Lei nº 13.494/2017.
Tanto quem paga quanto quem recebe a pensão têm direitos que precisam ser respeitados. Se você está enfrentando essa situação em Goiânia, não espere o problema se agravar. Fale agora com a Nascimento e Arantes Advocacia pelo WhatsApp (62) 99273-7423.
Quando a Pensão Alimentícia para Filhos Termina?
Essa é uma dúvida muito comum. A regra geral é que a pensão alimentícia cessa automaticamente aos 18 anos de idade do filho, quando ele atinge a maioridade civil.
No entanto, a legislação e a jurisprudência brasileira preveem situações em que a pensão pode (e deve) continuar:
- Filho cursando ensino superior ou técnico: O STJ (Superior Tribunal de Justiça) reconhece o direito à pensão até os 24 anos, enquanto o filho estiver estudando e não tiver renda própria suficiente.
- Filho com deficiência ou doença incapacitante: Nesse caso, a obrigação pode ser permanente, independentemente da idade.
- Acordos específicos: Se houver acordo judicial ou extrajudicial prevendo prazo diferente, ele prevalece.
É importante saber também que o casamento, a união estável ou a obtenção de emprego pelo filho maior podem ser motivos para a revisão ou extinção da pensão.
Cada situação tem suas particularidades. Por isso, consultar um advogado especializado é fundamental para entender o que se aplica ao seu caso.
Onde Entrar com Ação de Pensão Alimentícia em Goiânia?
Em Goiânia, as ações de pensão alimentícia são propostas nas Varas de Família do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO). A competência territorial geralmente é do domicílio de quem pede a pensão — ou seja, onde o filho e o responsável pela guarda residem.
O processo pode ser iniciado de duas formas:
- Com advogado particular: É a forma mais recomendada, pois garante que todos os documentos sejam apresentados corretamente e que seus direitos sejam plenamente defendidos.
- Pela Defensoria Pública do Estado de Goiás: Para famílias de baixa renda que não podem arcar com os honorários de um advogado particular.
Os documentos geralmente necessários para iniciar a ação incluem:
- RG e CPF do requerente e do filho
- Certidão de nascimento do filho
- Comprovante de residência
- Informações sobre a renda do alimentante (se disponíveis)
- Comprovantes das despesas mensais do filho
Contar com um escritório de advocacia especializado em Goiânia faz toda a diferença para agilizar o processo e evitar erros que podem atrasar a proteção do seu filho.
Vale a Pena Contratar Advogado para Pensão Alimentícia em Goiânia?
A resposta direta é: sim, vale muito a pena. Mesmo que pareça possível resolver algumas situações por conta própria, a assessoria jurídica especializada traz benefícios concretos que fazem diferença no resultado final.
Veja por quê:
- Segurança jurídica: Um advogado garante que o acordo ou a sentença judicial seja redigido de forma clara, evitando ambiguidades que podem gerar conflitos futuros.
- Cálculo justo: O profissional sabe como apresentar as necessidades do filho e analisar a renda do alimentante para chegar a um valor equilibrado e sustentável.
- Agilidade processual: Erros na petição inicial ou falta de documentos podem atrasar meses o recebimento da pensão. O advogado evita esses problemas.
- Revisão e execução: Caso o valor precise ser revisado ou o pagamento deixe de ser feito, o advogado já conhece o histórico do caso e age rapidamente.
- Apoio emocional indireto: Saber que um profissional está cuidando do lado jurídico alivia o estresse de um momento já muito difícil.
A Nascimento e Arantes Advocacia é especializada em Direito de Família em Goiânia e atende casos de pensão alimentícia com atenção, experiência e compromisso com os seus direitos e os dos seus filhos.
Conclusão
Garantir a pensão alimentícia dos seus filhos não é apenas uma questão legal — é um ato de amor e responsabilidade. Seja para quem precisa cobrar, seja para quem deseja cumprir a obrigação de forma justa, entender como funciona esse processo é o primeiro passo.
Em Goiânia, você conta com o apoio da Nascimento e Arantes Advocacia, um escritório especializado em Direito de Família e Sucessões, pronto para orientar você em cada etapa desse processo com empatia, clareza e eficiência.
Não deixe para depois o que pode ser resolvido hoje. Entre em contato agora mesmo pelo WhatsApp (62) 99273-7423 e agende uma conversa com nossa equipe. Estamos aqui para ajudar você e proteger o futuro dos seus filhos.
Perguntas Frequentes sobre Pensão Alimentícia em Goiânia
A pensão alimentícia é obrigatória mesmo que o pai não tenha emprego fixo?
Sim. A obrigação de pagar pensão alimentícia não desaparece com o desemprego. O juiz pode reduzir o valor temporariamente com base na nova situação financeira, mas a obrigação em si permanece. O genitor deve solicitar judicialmente a revisão do valor quando houver mudança significativa na renda.
A mãe também pode ser obrigada a pagar pensão alimentícia?
Sim. A obrigação de pagar pensão alimentícia não é exclusiva do pai. Se a guarda principal for do pai, ou se a renda da mãe for superior, ela pode ser obrigada a contribuir com a pensão. O que define quem paga é a guarda e a capacidade financeira de cada genitor.
É possível aumentar o valor da pensão alimentícia depois que ela foi definida?
Sim. É possível pedir a revisão do valor da pensão a qualquer momento, desde que seja demonstrada uma mudança relevante nas circunstâncias — como aumento na renda do alimentante ou crescimento das necessidades do filho. Esse pedido é feito por meio de uma ação de revisão de alimentos.
O que acontece com a pensão se o filho for morar com o outro genitor?
Se houver mudança na guarda, a situação da pensão precisa ser reavaliada judicialmente. Dependendo do novo arranjo, o genitor que antes pagava pode deixar de pagar, ou o valor pode ser ajustado. É fundamental formalizar qualquer alteração na guarda para que os direitos de todos sejam resguardados.
