Descobrir que um filho não tem o nome do pai no registro de nascimento é uma situação dolorosa — e infelizmente muito comum. Se você está passando por isso em Goiânia, saiba que a lei brasileira garante o direito de toda criança conhecer e ter reconhecida a sua paternidade, independentemente da vontade do genitor.
Neste guia completo, a equipe da Nascimento e Arantes Advocacia explica tudo o que você precisa saber sobre o reconhecimento de paternidade judicial em 2024: como funciona o processo, quais são os custos, os prazos e como agir mesmo sem o consentimento do pai.
Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas.
Como reconhecer paternidade na justiça em Goiânia sem advogado em 2024
Tecnicamente, é possível ingressar com uma ação de reconhecimento de paternidade sem advogado em casos de Juizado Especial, quando a causa é considerada de menor complexidade. Porém, na prática, as ações de investigação de paternidade envolvem questões sensíveis — como exame de DNA, citação do réu e produção de provas — que tornam a presença de um advogado essencial.
Além disso, quando há menores envolvidos, o Ministério Público atua no processo como fiscal da lei, o que aumenta ainda mais a complexidade do caso. Sem orientação jurídica adequada, erros processuais podem atrasar por meses — ou até anos — o reconhecimento que o seu filho merece.
Se você não tem condições financeiras de contratar um advogado particular, existe outra saída: a Defensoria Pública do Estado de Goiás, que oferece assistência jurídica gratuita para quem se enquadra nos critérios de hipossuficiência econômica.
Porém, se você quer agilidade, atenção personalizada e um acompanhamento próximo do seu caso, contar com um escritório especializado faz toda a diferença. Entre em contato com a Nascimento e Arantes Advocacia pelo WhatsApp clicando aqui e agende uma consulta.
Quanto custa reconhecer paternidade na justiça em Goiânia?
O custo de uma ação de reconhecimento de paternidade em Goiânia varia conforme alguns fatores. De forma geral, os principais gastos envolvem:
- Honorários advocatícios: variam de acordo com a complexidade do caso e o escritório escolhido. Muitos advogados oferecem consulta inicial gratuita.
- Exame de DNA judicial: quando determinado pelo juiz, o custo do exame pode ser suportado pelo Estado se a parte for reconhecida como hipossuficiente. Em laboratórios particulares, o valor gira em torno de R$ 800 a R$ 1.800.
- Custas processuais: quem não tem condições financeiras pode pedir a gratuidade de justiça na própria petição inicial, isentando-se das taxas judiciais.
Vale destacar que, ao final do processo, se a paternidade for reconhecida, o pai pode ser condenado a pagar as custas e os honorários do advogado da parte contrária. Isso significa que, em muitos casos, o custo real para a mãe ou para o filho acaba sendo bastante reduzido.
Não deixe a questão financeira ser um obstáculo para garantir os direitos do seu filho. Converse com nossos advogados para entender as opções disponíveis no seu caso específico.
Como fazer o reconhecimento de paternidade judicial passo a passo

O processo de reconhecimento de paternidade judicial segue um rito bem definido. Veja as principais etapas:
- 1. Contratação de advogado e coleta de documentos: reúna certidão de nascimento do filho, RG, CPF, comprovante de residência e qualquer prova que indique a relação com o suposto pai (fotos, mensagens, declarações de testemunhas etc.).
- 2. Ajuizamento da ação: o advogado elabora a petição inicial e protocola na Vara de Família competente em Goiânia.
- 3. Citação do réu: o suposto pai é notificado oficialmente para se manifestar no processo.
- 4. Realização do exame de DNA: o juiz geralmente determina a coleta de material genético. A recusa injustificada do pai pode ser interpretada como presunção de paternidade.
- 5. Sentença judicial: confirmada a paternidade, o juiz determina a averbação no registro de nascimento e pode fixar pensão alimentícia retroativa.
- 6. Averbação em cartório: com a sentença em mãos, o nome do pai é incluído na certidão de nascimento do filho.
Cada etapa tem prazos específicos e pode variar conforme a postura do réu e a demanda do tribunal. Por isso, ter um advogado experiente ao seu lado é fundamental para conduzir o processo com eficiência.
Onde entrar com ação de reconhecimento de paternidade em Goiânia GO
Em Goiânia, as ações de reconhecimento de paternidade são ajuizadas nas Varas de Família e Sucessões do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO). O foro competente, em regra, é o do domicílio do autor da ação — ou seja, onde mora a mãe ou o filho.
Atualmente, o TJGO conta com varas de família distribuídas em diferentes regiões da cidade, o que facilita o acesso da população. O protocolo da petição inicial pode ser feito de forma eletrônica pelo sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico), tornando o procedimento mais ágil.
Se você mora em municípios próximos à capital, como Aparecida de Goiânia, Trindade ou Senador Canedo, o ajuizamento pode ocorrer na comarca mais próxima. Seu advogado indicará o local correto com base nas circunstâncias do caso.
Precisa de ajuda para dar o primeiro passo? Fale agora com a Nascimento e Arantes Advocacia pelo WhatsApp (62) 99273-7423 e receba orientação especializada.
Qual o prazo para reconhecer paternidade na justiça em Goiânia?
Uma das perguntas mais frequentes é: quanto tempo demora o processo? A resposta honesta é: depende. Em média, uma ação de reconhecimento de paternidade em Goiânia pode levar de 6 meses a 2 anos, dependendo de fatores como:
- Cooperação ou resistência do suposto pai;
- Necessidade de realização do exame de DNA;
- Demanda do tribunal e disponibilidade de datas;
- Recursos e recursos interpostos pelas partes.
Do ponto de vista do direito do filho, é importante saber que a ação de investigação de paternidade é imprescritível — ou seja, não existe prazo para o filho reivindicar a paternidade, mesmo que já seja adulto. Já para a mãe agir em nome do filho menor, ela pode fazê-lo a qualquer momento durante a menoridade da criança.
Quanto mais cedo a ação for ajuizada, mais rapidamente o filho terá acesso a direitos como pensão alimentícia, herança e convívio familiar reconhecido legalmente.
Vale a pena entrar com ação de reconhecimento de paternidade sem DNA?
Sim, vale a pena — e em muitos casos é perfeitamente possível. O exame de DNA é a prova mais robusta, mas não é a única admitida pelo Judiciário brasileiro. O juiz pode reconhecer a paternidade com base em um conjunto de provas, como:
- Depoimentos de testemunhas que confirmem o relacionamento;
- Fotografias e vídeos do suposto pai com a criança;
- Mensagens de texto, e-mails ou conversas em aplicativos;
- Registros de pagamentos de despesas do filho;
- Declarações do próprio pai em documentos ou redes sociais.
Além disso, a lei é clara: se o suposto pai se recusar injustificadamente a realizar o exame de DNA, o juiz pode presumir a paternidade com base nessa recusa, conforme a Súmula 301 do STJ e a Lei nº 8.560/1992.
Portanto, mesmo sem o exame, a ação pode ser bem-sucedida. O mais importante é reunir o maior número possível de provas e contar com um advogado competente para apresentá-las de forma estratégica ao juízo.
Quando o pai pode ser obrigado a reconhecer paternidade judicialmente?
O pai pode ser compelido judicialmente a reconhecer a paternidade sempre que negar voluntariamente ser o genitor da criança, mesmo havendo indícios ou provas que apontem nessa direção. As situações mais comuns incluem:
- Pai que se nega a registrar o filho após o nascimento;
- Pai que abandona a mãe durante a gestação e desaparece;
- Pai que nega a paternidade mesmo após relacionamento comprovado;
- Casos em que o pai faleceu e os herdeiros contestam a paternidade do filho;
- Situações em que o filho adulto deseja conhecer e registrar a identidade do pai biológico.
Em todos esses cenários, a ação de investigação de paternidade é o caminho legal adequado. O Estado brasileiro, por meio do Poder Judiciário, garante que nenhuma criança fique privada do reconhecimento de sua origem — independentemente da vontade do genitor.
Se você se identifica com alguma dessas situações, não espere mais. Entre em contato agora com a Nascimento e Arantes Advocacia pelo WhatsApp (62) 99273-7423 e descubra como podemos ajudar você e seu filho a terem os direitos garantidos pela lei.
Conclusão
Reconhecer a paternidade na justiça é um direito fundamental de toda criança — e um processo que, com a orientação correta, pode ser conduzido com segurança e eficiência. Seja qual for a sua situação, existe um caminho legal para garantir que o seu filho tenha o nome do pai no registro, acesso à pensão alimentícia, direito à herança e, acima de tudo, à sua identidade.
A Nascimento e Arantes Advocacia é especializada em direito de família e sucessões em Goiânia, com ampla experiência em ações de reconhecimento de paternidade, guarda de filhos, pensão alimentícia, divórcio e inventário. Nossa equipe está pronta para ouvir o seu caso com empatia e agir com toda a expertise que ele merece.
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Perguntas Frequentes sobre Reconhecimento de Paternidade em Goiânia
O filho adulto pode entrar com ação de reconhecimento de paternidade?
Sim. A ação de investigação de paternidade é imprescritível para o filho, independentemente da idade. Um filho adulto tem pleno direito de buscar judicialmente o reconhecimento de sua paternidade a qualquer momento da vida.
Se o pai falecer, ainda é possível reconhecer a paternidade?
Sim. Nesse caso, a ação é movida contra o espólio (os herdeiros do falecido). O exame de DNA pode ser feito com material genético de parentes próximos do pai, como avós ou tios. O processo é chamado de investigação de paternidade post mortem.
O reconhecimento de paternidade garante automaticamente a pensão alimentícia?
O reconhecimento da paternidade abre o direito à pensão alimentícia, mas ela não é automática — é necessário fazer um pedido específico, que pode ser feito na mesma ação ou posteriormente. O valor será fixado pelo juiz com base nas necessidades do filho e na capacidade financeira do pai.
Quanto tempo após o nascimento posso entrar com a ação de paternidade?
Não há prazo limite. A ação pode ser ajuizada a qualquer momento, seja logo após o nascimento ou décadas depois. O importante é reunir provas e buscar orientação jurídica especializada para aumentar as chances de êxito no processo.
