Perder um familiar já é uma das experiências mais difíceis da vida. Mas, além da dor do luto, a família ainda precisa lidar com uma série de obrigações legais — e o inventário é uma delas. O problema é que muitas pessoas em Goiânia deixam esse processo de lado, seja por desconhecimento, por custo ou simplesmente porque o momento é emocionalmente pesado demais.
O que poucos sabem é que adiar ou ignorar o inventário pode gerar consequências sérias: multas, bloqueio de bens, conflitos entre herdeiros e até a impossibilidade de vender um imóvel por anos. Neste artigo, vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre o tema, de forma clara e sem juridiquês.
O Que Acontece Se Não Fizer Inventário em Goiânia?

Quando uma pessoa falece e deixa bens — imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos —, esses bens não passam automaticamente para os herdeiros. É preciso abrir o inventário para que a transferência aconteça de forma legal e segura.
Se o inventário não for feito, os bens ficam em uma espécie de "limbo jurídico": ninguém pode vender, alugar formalmente, transferir ou usar esses bens com segurança legal. Na prática, isso significa:
- Imóveis que não podem ser vendidos ou financiados;
- Veículos que continuam no nome do falecido, gerando multas e complicações;
- Contas bancárias bloqueadas ou inacessíveis;
- Conflitos entre herdeiros que se prolongam por anos;
- Acúmulo de dívidas fiscais e encargos sobre o espólio.
Em Goiânia, o cenário não é diferente do restante do país: a falta de inventário é uma das principais causas de disputas familiares e de patrimônio "preso" por décadas.
Qual o Prazo Para Fazer Inventário Depois Que Alguém Morre em Goiânia?
A legislação brasileira estabelece um prazo claro: o inventário deve ser aberto em até 60 dias a partir da data do falecimento. Esse prazo está previsto no Código de Processo Civil e tem impacto direto nos custos do processo.
Se o prazo de 60 dias for descumprido, o ITCD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), cobrado pelo Estado de Goiás, passa a ser acrescido de:
- Multa de mora sobre o valor do imposto;
- Juros que aumentam com o tempo;
- Correção monetária sobre o montante devido.
Na prática, quanto mais tempo passar, mais caro ficará regularizar a situação. Famílias que esperaram anos para abrir o inventário se depararam com uma conta muito maior do que teriam pago se tivessem agido logo após o falecimento.
Além disso, o atraso pode dificultar a localização de documentos, certidões e provas necessárias para o processo — o que atrasa ainda mais a conclusão.
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Quais São as Consequências de Não Abrir Inventário dos Bens do Falecido?
As consequências vão muito além das multas fiscais. A ausência do inventário cria um encadeamento de problemas que pode afetar gerações inteiras da família. Veja as principais:
- Bloqueio de bens: os herdeiros não conseguem transferir nada legalmente;
- Impossibilidade de regularizar imóveis: sem o inventário, não é possível registrar o imóvel no nome dos herdeiros no cartório;
- Dívidas acumuladas: IPTU, condomínio e outros encargos continuam sendo gerados sobre imóveis do falecido;
- Conflitos familiares: a indefinição sobre quem é dono do quê alimenta brigas e rupturas;
- Herança de dívidas: em alguns casos, credores do falecido podem recorrer ao judiciário para cobrar antes que o inventário seja concluído;
- Risco de prescrição de direitos: herdeiros que demoram muito podem perder o direito à parte que lhes caberia.
Outro ponto importante: se o falecido tinha filhos menores de idade, o Ministério Público pode ser chamado a atuar, o que torna o processo ainda mais complexo e demorado.
Quanto Custa Fazer Inventário em Goiânia?
Essa é uma das perguntas que mais geram dúvidas — e também uma das razões pelas quais muitas famílias postergam o inventário. O custo varia bastante de acordo com alguns fatores:
- Valor total dos bens deixados pelo falecido;
- Modalidade do inventário (extrajudicial ou judicial);
- Honorários advocatícios;
- Emolumentos cartorários (no caso do inventário extrajudicial);
- ITCD — alíquota de 2% a 8% sobre o valor dos bens, conforme a legislação do Estado de Goiás.
De forma geral, o inventário extrajudicial (feito em cartório) tende a ser mais barato e rápido quando não há conflito entre os herdeiros. Já o inventário judicial pode ser mais demorado e oneroso, mas é necessário em determinadas situações.
O que é certo: quanto mais tarde, mais caro. As multas e juros sobre o ITCD aumentam progressivamente, e os honorários de um processo complicado são sempre maiores do que os de um bem conduzido desde o início.
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O Que Pode Acontecer Com os Herdeiros Que Não Fazem Inventário?
Os herdeiros que ignoram ou adiam o inventário ficam em uma posição juridicamente vulnerável. Sem a conclusão do processo, nenhum deles tem titularidade formal sobre os bens — o que significa que qualquer negociação pode ser questionada no futuro.
Entre os riscos mais comuns para os herdeiros, destacam-se:
- Não conseguir comprovar a propriedade do imóvel para financiamentos ou venda;
- Ser chamado ao processo por credores do falecido;
- Enfrentar disputas com outros herdeiros que não concordam com a partilha informal;
- Em caso de novo falecimento de um herdeiro, a situação fica ainda mais complicada ("inventário sobre inventário");
- Sofrer bloqueio judicial de bens por decisão de terceiros credores.
Há ainda o aspecto emocional: a indefinição patrimonial mantém a família "presa" ao processo de luto de forma prolongada, impedindo que todos sigam em frente com segurança e tranquilidade.
Dá Para Vender Imóvel Sem Fazer Inventário em Goiânia?
A resposta direta é: não, não é possível vender um imóvel formalmente sem inventário. O cartório de registro de imóveis exige que o imóvel esteja registrado em nome do comprador — e para isso, é necessário que antes ele esteja regularizado no nome dos herdeiros por meio do inventário.
Existem situações em que as pessoas fazem acordos informais ("venda de gaveta"), mas esses negócios são arriscadíssimos:
- O comprador não tem segurança jurídica sobre o bem;
- Qualquer herdeiro pode contestar a transação;
- O imóvel pode ser bloqueado por dívidas do falecido ou de outros herdeiros;
- O comprador não consegue registrar o imóvel em seu nome no cartório.
Há uma exceção prevista em lei: a cessão de direitos hereditários. Um herdeiro pode ceder sua parte da herança antes de concluído o inventário, mas isso exige escritura pública e deve ser feito com acompanhamento jurídico especializado para não gerar problemas futuros.
Se você precisa vender um imóvel herdado em Goiânia, o caminho mais seguro é concluir o inventário primeiro ou, ao menos, iniciar o processo com assessoria adequada.
Vale a Pena Fazer Inventário Extrajudicial em Goiânia ou É Melhor Pelo Juiz?
Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta depende das circunstâncias específicas de cada família. Veja as diferenças:
Inventário Extrajudicial (em Cartório):
- Mais rápido — pode ser concluído em semanas;
- Geralmente mais barato;
- Exige que todos os herdeiros sejam maiores e capazes;
- Exige consenso total entre os herdeiros;
- Obrigatório ter advogado;
- Não pode haver testamento (salvo com autorização judicial).
Inventário Judicial (pelo Juiz):
- Necessário quando há herdeiros menores ou incapazes;
- Indicado quando existe conflito entre os herdeiros;
- Obrigatório quando há testamento;
- Pode ser mais longo e custoso, mas oferece maior proteção em situações complexas.
Na prática, quando a família está em acordo e os herdeiros são todos maiores, o inventário extrajudicial em Goiânia é a melhor opção: resolve mais rápido, custa menos e gera menos desgaste emocional.
Se houver qualquer dúvida sobre qual modalidade se encaixa na sua situação, um advogado especializado em direito das sucessões pode orientar com segurança.
Conclusão
O inventário não é apenas uma burocracia: é a única forma de garantir que os bens de quem você ama cheguem de forma justa e legal às mãos de quem de direito. Adiar esse processo significa acumular custos, conflitos e insegurança para toda a família.
Se você está em Goiânia e ainda não abriu o inventário dos bens de um familiar falecido — seja há meses ou há anos —, o melhor momento para agir é agora. Quanto mais cedo iniciar, menores serão as multas, os custos e o desgaste emocional.
A Nascimento e Arantes Advocacia é especializada em direito de família e sucessões em Goiânia. Nossa equipe atua com empatia, transparência e comprometimento para resolver sua situação da forma mais ágil e econômica possível.
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Perguntas Frequentes Sobre Inventário em Goiânia
Qual é o prazo legal para abrir inventário em Goiânia?
O prazo previsto em lei é de 60 dias a partir da data do falecimento. Após esse período, incide multa e juros sobre o ITCD (imposto estadual de herança), aumentando o custo total do processo.
O que acontece com os bens se o inventário nunca for feito?
Os bens ficam bloqueados juridicamente no nome do falecido. Nenhum herdeiro poderá vendê-los, transferi-los ou regularizá-los formalmente. Com o passar do tempo, surgem dívidas de IPTU, condomínio e outros encargos, além do risco de disputas judiciais.
É possível fazer inventário sem advogado em Goiânia?
Não. Tanto no inventário judicial quanto no extrajudicial (cartório), a presença de um advogado é obrigatória por lei. Por isso, contar com um profissional especializado faz toda a diferença na agilidade e segurança do processo.
Inventário extrajudicial é mais rápido que o judicial?
Sim. O inventário extrajudicial, feito em cartório, pode ser concluído em poucas semanas quando há consenso entre os herdeiros. Já o judicial pode levar meses ou anos, dependendo da complexidade do caso e do volume de processos na Vara de Sucessões.
