O fim de uma união estável levanta dúvidas que vão muito além da dor emocional da separação. Uma das questões mais urgentes — e muitas vezes mais confusas — é: o que acontece com os bens que foram conquistados juntos?
Se você mora em Goiânia e está passando por essa situação, saiba que a lei brasileira garante direitos importantes aos companheiros, mas aplicá-los corretamente exige conhecimento jurídico e, na maioria dos casos, o apoio de um advogado especializado em direito de família.
Neste artigo, a equipe da Nascimento e Arantes Advocacia explica de forma clara e objetiva como funciona a partilha de bens na união estável, quais são seus direitos e como garantir que eles sejam respeitados.
Como Funciona a Partilha de Bens em União Estável em Goiânia

A união estável é reconhecida pela legislação brasileira como uma entidade familiar, com direitos e deveres semelhantes aos do casamento. Quando o relacionamento termina, a partilha de bens segue regras específicas previstas no Código Civil.
Por padrão, a união estável é regida pelo regime de comunhão parcial de bens. Isso significa que todos os bens adquiridos durante o período de convivência — e com esforço comum — são considerados patrimônio do casal e devem ser divididos igualmente entre os dois.
O processo de partilha pode ocorrer de duas formas:
- Extrajudicial: quando há acordo entre as partes, pode ser feita em cartório por meio de escritura pública — um caminho mais rápido e menos custoso.
- Judicial: quando não há consenso, é necessário ingressar com ação judicial para que o juiz determine como os bens serão divididos.
Em Goiânia, como em todo o Brasil, o processo judicial costuma ser mais demorado e desgastante. Por isso, contar com um advogado desde o início pode facilitar uma negociação amigável e evitar litígios desnecessários.
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Quais Bens São Partilhados na União Estável em Goiás
Nem todo bem está sujeito à partilha. A distinção mais importante é entre o que existia antes da união e o que foi adquirido durante ela.
Bens que entram na partilha (adquiridos na constância da união):
- Imóveis comprados durante a convivência
- Veículos adquiridos no período
- Investimentos, aplicações financeiras e saldo em conta
- Negócios e quotas de empresa constituídos durante a união
- Móveis, eletrodomésticos e bens de uso comum
Bens que geralmente ficam fora da partilha:
- Patrimônio que cada um já possuía antes da união estável
- Bens recebidos por herança ou doação, mesmo durante a convivência
- Bens de uso pessoal, como roupas e objetos íntimos
- Pensões e rendimentos de caráter personalíssimo
É importante destacar que cada caso é único. A origem dos recursos utilizados para comprar um bem, por exemplo, pode influenciar diretamente se ele entra ou não na partilha. Por isso, é fundamental avaliar sua situação com um profissional do direito de família.
Como Comprovar União Estável para Ter Direito à Partilha de Bens

Diferentemente do casamento, a união estável não tem um registro obrigatório. Isso significa que, em muitos casos, é necessário provar juridicamente que a relação existia para ter acesso aos direitos decorrentes dela — incluindo a partilha de bens.
A comprovação pode ser feita por meio de:
- Escritura pública de união estável lavrada em cartório
- Declaração conjunta no Imposto de Renda como dependente
- Contrato de aluguel ou financiamento no nome de ambos
- Fotos, mensagens e registros de vida em comum
- Testemunhos de familiares, amigos e vizinhos
- Conta bancária conjunta ou movimentações financeiras compartilhadas
- Plano de saúde ou seguro de vida com o companheiro como beneficiário
Quanto mais documentação você tiver, mais sólida será a sua posição jurídica. Mesmo sem escritura ou contrato formal, é possível reconhecer a união estável judicialmente — mas o processo tende a ser mais complexo e demorado.
Se você está em dúvida sobre como reunir essas provas, um advogado especializado pode orientá-lo desde o primeiro momento.
Quanto Custa um Advogado para Partilha de Bens em União Estável em Goiânia
Essa é uma das perguntas mais comuns — e completamente compreensível. O valor dos honorários advocatícios pode variar bastante dependendo da complexidade do caso, do valor do patrimônio envolvido e da via escolhida (extrajudicial ou judicial).
De forma geral, os fatores que influenciam o custo são:
- Quantidade e tipo de bens a serem partilhados
- Se há ou não acordo entre as partes
- Necessidade de ações judiciais adicionais (como reconhecimento de união estável)
- Prazo e urgência do processo
Processos extrajudiciais — feitos em cartório quando há consenso — costumam ser mais rápidos e com custo menor. Já os processos judiciais demandam mais etapas e, por isso, tendem a ser mais onerosos.
O mais importante é entender que não buscar orientação jurídica por medo do custo pode sair muito mais caro no futuro, especialmente quando há imóveis, investimentos ou outros bens de valor significativo envolvidos.
👉 Na Nascimento e Arantes Advocacia, oferecemos uma consulta inicial para avaliar o seu caso. Fale conosco pelo WhatsApp (62) 99273-7423 e descubra a melhor solução para a sua situação.
Quando a União Estável Dá Direito à Metade dos Bens do Parceiro
A resposta direta é: quando os bens foram adquiridos durante a convivência, com o regime de comunhão parcial, cada companheiro tem direito a 50% daquele patrimônio. Mas há nuances importantes.
O direito à metade pressupõe que:
- A união estável seja reconhecida (formal ou judicialmente)
- O regime de bens seja o de comunhão parcial (padrão) ou comunhão universal (se houver contrato nesse sentido)
- Os bens tenham sido adquiridos durante o período de convivência
Há situações em que esse direito pode ser contestado ou reduzido. Por exemplo, se o bem foi comprado com recursos exclusivos de herança recebida por um dos companheiros, ele pode não entrar na partilha igualitária.
Outro ponto de atenção: se um dos companheiros tentou fraudar a partilha — escondendo bens, transferindo patrimônio para terceiros ou simulando dívidas —, o advogado pode adotar medidas jurídicas para identificar e recuperar esses ativos.
Vale a Pena Fazer Escritura de União Estável para Proteger os Bens
Sim, em muitos casos vale muito a pena. A escritura pública de união estável, lavrada em cartório, é o documento mais seguro para formalizar o relacionamento e definir claramente as regras sobre o patrimônio do casal.
Com a escritura, o casal pode:
- Comprovar a data de início da união (relevante para definir quais bens entram na partilha)
- Escolher um regime de bens diferente do padrão (comunhão parcial)
- Evitar disputas judiciais no futuro, em caso de separação ou falecimento
- Facilitar acesso a benefícios como plano de saúde, previdência e herança
A escritura também pode ser complementada por um contrato de convivência, que detalha as regras patrimoniais específicas do casal. Esse documento tem força legal e pode ser fundamental para proteger os interesses de ambos.
Mesmo que você já esteja em uma união estável há anos sem documentação formal, ainda é possível lavrar a escritura agora — e isso pode fazer toda a diferença no futuro.
Como Funciona a Partilha de Bens Se Não Tiver Contrato de União Estável
A ausência de contrato ou escritura não significa que você perdeu seus direitos. Na prática, a maioria dos casais em união estável no Brasil não tem documentação formal — e mesmo assim, os companheiros têm direito à partilha.
Sem contrato, o que muda é o esforço necessário para comprovar a união. Será preciso reunir evidências que demonstrem que o relacionamento era público, contínuo e duradouro — os três requisitos exigidos pela lei para reconhecer a união estável.
Nesse cenário, o processo geralmente segue estas etapas:
- 1. Reconhecimento da união estável: pode ser feito extrajudicialmente (se houver acordo) ou judicialmente (se houver conflito).
- 2. Levantamento do patrimônio: identificação de todos os bens adquiridos durante a convivência.
- 3. Partilha: divisão dos bens conforme o regime aplicável, preferencialmente por acordo, ou por determinação judicial.
Esse caminho pode ser mais longo, mas é totalmente possível. O fundamental é não agir sozinho: sem orientação jurídica adequada, você corre o risco de abrir mão de direitos importantes ou de cometer erros que comprometam o processo.
Conclusão
A partilha de bens em união estável é um processo que envolve questões jurídicas delicadas e, muitas vezes, uma grande carga emocional. Entender seus direitos é o primeiro passo — mas garantir que eles sejam respeitados exige o apoio de quem conhece profundamente o direito de família.
Na Nascimento e Arantes Advocacia, atuamos em Goiânia com foco em direito de família e sucessões, oferecendo atendimento humanizado e soluções jurídicas eficazes para divórcio, guarda de filhos, pensão alimentícia, inventário e muito mais.
Não deixe que a falta de informação ou o medo do processo impeçam você de proteger o que é seu por direito.
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Perguntas Frequentes sobre Partilha de Bens em União Estável
A união estável tem os mesmos direitos de partilha que o casamento?
Em grande parte, sim. O regime padrão da união estável é a comunhão parcial de bens, assim como no casamento. Os bens adquiridos durante a convivência são divididos igualmente. A principal diferença está na necessidade de comprovar a existência da união quando não há documentação formal.
Quanto tempo de união estável é necessário para ter direito à partilha de bens?
A legislação brasileira não estabelece um prazo mínimo. O que importa é que a união seja reconhecida como estável, pública e contínua. Mesmo uniões de curta duração podem gerar direito à partilha dos bens adquiridos no período.
Posso fazer a partilha de bens em cartório sem ir à Justiça?
Sim, desde que haja acordo entre os companheiros e ambos sejam maiores de idade e capazes. Nesse caso, a partilha pode ser feita por escritura pública em cartório, com a assistência de um advogado — o que é mais rápido e econômico do que a via judicial.
E se meu companheiro esconder bens durante a partilha?
É possível adotar medidas jurídicas para identificar e recuperar bens ocultados, como a quebra de sigilo bancário por ordem judicial, pesquisa em registros públicos e outras diligências. Nesses casos, é essencial contar com um advogado experiente para agir rapidamente e proteger seus direitos.
